The Journey Begins...

     Encontro-me prestes a começar uma nova etapa na minha vida. Universidade, nova cidade, novas caras, novos hábitos, ambições, novas realidades e problemas...e é precisamente do mais recente problema com o qual me deparei que quero falar.
     Como a burocracia é uma constante na vida de qualquer ser, não podia cá faltar uma papelada para fazer da vida desta (quase) universitária uma M****.
     Em fevereiro começa o processo...pré-requisitos, atestados médicos (convenhamos, da maneira que as coisas andam, só mesmo com um papel comprovativo de aptidão e sanidade mental é que se entra num campus) pedido de senha de candidaturas, APROVAÇÃO do pedido de senha de candidaturas...
     Passam 3 meses. Recebem-se as senhas, fazem-se os tão aguardados e temidos exames.
     1 mês depois, o verdadeiro inferno começa: estão a ver aquele passeio que se faz pela Escola, assinando e carimbando em quantas divisões o raio do edifício tem? Tentem combinar essa maratona com um calor que derrete as poucas células nervosas que restam aos demais indivíduos. A falta de organização está no limite do surreal. Não existe um plano de ataque, um curso de ação. Soam as 9h e é cada um que se arranje...temos filas, aglomerados, tickets, impressos para o possível e inimaginável, datas limite, gritos, suor, lágrimas, frustração...temos pais a acusar-me de passar à frente, funcionárias que se recusaram a responder às minhas questões (até mesmo a deixar-me abrir a boca para tentar explicar qual a minha dúvida) mascarando a sua falta de conhecimento com má educação e outras ainda apenas dotadas com um tom naturalmente condescendente e um sorriso amarelo capazes de fazer ferver o sangue de um santo.
     Como não basta passar por isto apenas uma vez, somos obrigados a regressar ao domínio de Belzebu dia sim, dia não, para recolher os documentos pedidos na antevéspera (isto depreendendo que estes fantásticos profissionais conseguem tratar do assunto no tempo que eles mesmos estipularam...coisa raríssima), pedir reapreciações se necessário, e perder alguns fios de cabelo e linhas vitais de raciocínio no processo. 
     Concluindo, tive uma ótima primeira experiência e espero repeti-la muito em breve. Pode ser que dessa vez a minha língua não trave e eu consiga dizer-lhes o quanto aprecio a sua hipocrisia, amargura e desdém. Isso só me recorda que tenho toda uma vida pela frente e ensina-me o que não fazer com ela...bye for now!

Comentários

Mensagens populares