Eu não sabia o que era Desespero

Como já referi antes, a ininterrupta busca por um apartamento na Invicta tem dado comigo em doida, mas as coisas já começam a tomar proporções alarmantes.
Com o início do semestre cada vez mais próximo, a pressão aumenta. As minhas opções resumem-se a apartamentos velhos e deteriorados com boa localização mas péssima vizinhança (não estou a falar de barulho ou má educação, mas antes de redes de tráfico de drogas e casas de prostituição); Quartos onde mal há espaço para mim, quanto mais uma cama de solteiro, em apartamentos com 11 quartos e 4 casas de banho; Habitação adequada mas a 1 hora de transportes públicos da Faculdade; e, por último, Apartamentos bem cuidados, bem localizados, e bem sobrevalorizados.
Quando achei que tinha tido sorte, eis que recebo um e-mail a dizer que havia perdido a oportunidade.
Quando pensei que finalmente tinha conseguido tréguas com o Fado, eis que o apartamento que adorei desapareceu do mapa (EM TRÊS HORAS!).
Quando acreditei que havia encontrado a resposta para as minhas preces, eis que me deparo com um proprietário que não responde aos telefonemas. Já estava tão desesperada que fiz merda e disse na mensagem de voz que lhe deixei que sou estudante (o que é um grande turn off para proprietários de espaços daquele calibre).
Se este me negar o apartamento e eu acabar com o coração partido pela terceira vez, receio que seja o meu fim...vou acabar por ir para a casa da minha tia (de onde não vou conseguir sair tão cedo), e esperar que a minha alma definhe. Depois de tantos anos a conter-me, agarrando-me a perspetivas de Liberdade, ver-me reengaiolada, sem sequer experimentar o doce sabor daquilo que seria independência recém adquirida, constitui o meu fim como ser humano com vontade de viver (como em "viver e não apenas sobreviver")

Melodramático? Talvez...mas não deixa de ser verdade. 

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