Amor e outras doenças

Bem, finalmente aconteceu!
Tinha medo que se passasse alguma coisa comigo...apesar de ser muito afetiva desde pequena, nunca senti uma grande paixão por ninguém. Amizades? Claro. Crushs ligeiras? Com certeza! Mas nunca algo que me fizesse desejar ter um futuro com essa pessoa.

Certo dia comecei a conversar com um rapaz com o qual não tinha nada em comum, e em dois meses passei pelas diferentes fazes de um romance de verão...do meu romance de verão:


A Curiosidade: "és muito madura!"
           O menino era fofo: olhos claros, porte simples, cabelos escuros, e...óculos!!! Não poderia apelar-me mais se fosse desenhado à medida. Gostei dos traços dele, da maneira como seduzia com um sorriso aberto, e dei por mim a querer conhecê-lo melhor...uma conversa nunca magoou ninguém, certo?

O Flirt: "gosto muito de ti"
          Passadas as perguntas iniciais, percebi que era fácil falar com ele, era atencioso, ainda que um pouco distante, tinha bom gosto musical (ouço algumas das músicas que ele me recomendou até hoje), e parecia ter controle sobre a vida que levava. A conversa foi-se tornando mais pessoal, e confortável, comecei a rir-me para o ecrã sem ver sequer o que tinha escrito, só porque a mensagem era dele. Era bom, era familiar, era uma das coisas que sempre quis.

O Desejo: "quero-te tanto"
          Falávamos há umas 3 semanas quando decidimos encontrar-nos cara a cara. Foi o género de coisa que nunca me imaginei a fazer, era perigoso, irracional, nada típico, mas deixei-me levar, e durante um mês após o primeiro encontro, foi perfeito.

A Utopia: "adoro-te"
         Tivemos encontros maravilhosos. Passeios à beira-mar com beijos inesperados, confissões e trocas de opinião, gestos bonitos, palavras mais ainda, tudo o que poderia levar uma rapariga a imaginar o que o futuro lhes reservava. Seria isto uma distração sazonal ou o início de algo mais?

A Deceção: "cada vez tenho menos vontade de falar contigo"
          O semestre começou. Com ele vieram as obrigações, o stress, os horários apertados e a incompatibilidade de sentimentos. As palavras de leve carinho cessaram por completo, o que me mantinha agora acordada não eram as doces palavras de um homem interessado, mas os esporádicos comentários sardónicos de um rapaz com muito para lidar e sem mecanismos para tal.

A Realidade "não sei que te diga"
          Falámos sobre o assunto. Eu queria tentar, ele simplesmente não sabia o que queria. Não é preciso dizer muito mais, o que podia ter sido um ótimo começo tornou-se numa fonte de angustia para ambos.

          Passaram-se 4 meses desde que acabou a nossa "quase alguma coisa", e de vez em quando sinto falta das conversas, da maneira como me sentia quando estava com ele, dos beijos de reencontro. Nunca nos veremos na rua (é o resultado de não se ter nada em comum, incluindo a cidade), e isso de certo modo dita a rutura total, mas é engraçado como as coisas mudam quando as vidas de duas pessoas se cruzam...











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